André: um discípulo nos bastidores

Um discípulo que viveu nos bastidores. Ele teve grande relevância no ministério de Cristo, levando pessoas até o encontro dEle. O que podemos aprender com o irmão de Pedro?

Significado do nome

André vem do grego Andreas. Os judeus usavam alguns nomes gregos, mostrando como haviam se helenizado (aderido à cultura grega). O significado do seu nome é “viril”.

Origem e família

André era de Betsaida, cidade localizada na região da Galileia, onde também viviam João e Tiago. Todos eram pescadores, um ofício comum por viverem em uma cidade situada as margens do mar da Galileia (Jo. 1.44; Mt. 4.18). Ele e Pedro viviam na mesma casa em Cafarnaum, durante o ministério de Jesus (Mc. 1.21,29).

Fator André

Ainda quando ele era discípulo de João Batista, seguiu a Jesus após ouvir o testemunho de que Jesus era o Messias (Jo. 1.35-40). Em seguida, André levou Simão Pedro até Jesus, dizendo que havia achado o Messias. Ele foi o primeiro discípulo que levou alguém até Jesus.

André também foi um dos discípulos que seguiu a Jesus para o casamento em Caná, e pode presenciar o primeiro milagre de Cristo (Jo 1.43; 2.1-2).

Caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.

Mateus 4.18-20

A razão para que eles deixassem as redes imediatamente e seguissem a Jesus foi pelo testemunho anterior de André, que havia apresentado Cristo ao seu irmão.

André foi o discípulo que encontrou e levou o menino com cinco pães e dois peixes até Cristo (Jo. 6.8-9).

Com Filipe, ele apresentou Jesus a um grupo de gregos, no pátio externo do templo (Jo. 12.20-22). Ao sairem, ele era um dos quatro discípulos que perguntaram a Jesus quando haveria de vir a destruição do templo e o fim de todas as coisas (Mc. 13.1-4). Ele também esteve em Jerusalém com os outros discípulos após a ressurreição de Jesus (At. 1.13,14).

André foi um dos discípulos mais próximos de Jesus. Na lista dos doze, ele sempre está entre os 4 primeiros, que conta com Pedro, Tiago e João. Seu nome é citado 12x nos evangelhos e 1x no livro de Atos. Apesar de não ser citado com frequência, suas atitudes sempre demonstram grande habilidade interpessoal em levar outras pessoas até Jesus.

Morte segundo a tradição cristã

O fim de sua vida não é relatada na Bíblia. A tradição cristã afirma que ele esteve na Escócia e morreu crucificado na Grécia.

A sua morte foi singular. Por não se achar digno de morrer como Cristo, o crucificaram em uma cruz na forma de “x”. A bandeira da Escócia possui como símbolo o Sautor (cruz de Santo André).

Bandeira da Escócia

Aplicando a Teologia

Através de André podemos aprender que não é preciso de holofotes para ser um discípulo genuíno. Seu trabalho nos bastidores foi importantíssimo, pois, através dele seu irmão foi alcançado. Enquanto outros discutiam sobre como alimentariam aquela multidão, ele partiu para a missão prática. Foi aí que encontrou o menino com os cinco pães e dois peixes.

Junto com seu irmão, ele deixou seus negócios e seguiu a Jesus. Antes, fora discípulo de João Batista, revelando como ele tinha profundo interesse pelas coisas espirituais.

Até onde estamos dispostos a ir por Cristo? O seguimos em busca de reconhecimento ou estamos felizes trabalhando fora o palco, nos bastidores? Hoje, André não seria aquele grande pregador que todos conhecem. Ele seria aquele que vai de casa em casa, trabalhando no ministério pessoal. Sua pregação era individual.

André não pareceu se importar onde seu nome estaria na história. Não amou a própria vida e nem se achou digno de morrer como seu Mestre.

Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro, e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.

Apocalipse 12.11 (ARA)

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